30 março 2010
Um fotógrafo amador a 35 km de altitude
Robert Harrison é um entusiasta espacial com muito talento e imaginação. Com um orçamento ligeiramente superior a 500 euros, ele colocou uma câmara digital (usada, comprada no eBay) num balão metereológico, ligou-a a um micro computador e juntou-lhes um pára-quedas e um localizador GPS para recuperar a câmara. O resultado podem vê-lo abaixo e no Flickr.
16 março 2010
I'm gonna burn in hell!
If liking Stephen Lynch's music won't get me to hell, then NOTHING will! (thanks for the one way ticket, Ulla)
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rir é o melhor remédio
15 março 2010
Curioso paradoxo
Foto por zone41
25 fevereiro 2010
A doença e a cura
Já há muito que a palavra tuberculose foi riscada do nosso imaginário colectivo como uma doença real e efectivamente perigosa. O facto da doença ter desaparecido tanto do nosso imaginário como dos cabeçalhos dos jornais é algo que não consigo explicar, especialmente tendo em conta a histeria que rodeou outras doenças que na consciência colectiva das sociedades ocidentais são muito mais perigosas. O ano passado meio mundo saiu à rua com máscaras a tapar a boca com medo da nova gripe, uma doença que matou cerca de 15 mil pessoas em 2009. É alarmante, claro, mas é um número totalmente pulverizado pelas vítimas anuais da tuberculose: nada mais nada menos do que 1.77 milhões. Sim, leram bem, 1.77 MILHÕES.Tendo em conta a disparidade dos números parece de facto algo patética a nossa reacção ao H1N1, mas o que mais me alarma é a razão pela qual tanto se fala numa e se fala tão pouco noutra. Podem dizer-me que o número de vítimas do mundo ocidental não é muito significativo, o que posso aceitar, mas há outro número que me chama a atenção: o tratamento para a estirpe mais vulgar da doença (que afecta mais de metade das pessoas que a contraem) custa 11 dólares. O tratamento inteiro. Imagino que estes medicamentos não constituem uma fatia significativa dos lucros anuais das companhias farmacêuticas, ao contrário de medicamentos para novos vírus como o H1N1. Eu sei que estou a soar a conspiracy theory, mas a forma de actuação destas empresas em África leva-me a desconfiar fortemente dos seus padrões éticos.
O facto da doença estar a evoluir, tornando-se cada vez mais resistente aos tratamentos convencionais, e estar a tornar-se cada vez mais comum nos países da Europa Ocidental, não contribui em nada para acalmar os meus receios quanto à indústria farmacêutica. Espero que o que acabei de escrever não passe de um delírio da minha fértil imaginação alimentada a cafeína (o que é o mais certo - demasiados X Files podem ter consequências nefastas) mas duvido que esta doença possa ser considerada, nos tempos mais próximos, como totalmente erradicada (como chegou a pensar-se nos anos 60). Quem quiser ler mais sobre a evolução da doença nos tempos recentes tem este artigo do EUObserver. É longo, mas vale a pena.
Foto do álbum de Leander Pretorius no Flickr.
Foto do álbum de Leander Pretorius no Flickr.
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sic transit gloria mundi
16 fevereiro 2010
Buzz off

Quem me conhece sabe que eu sou um fã acérrimo da Google, tanto dos seus produtos como da forma como a empresa encara o mercado e os concorrentes. Não passa um dia sem que eu use uma colecção de apps da Google, começando pelo Gmail, passando pelo Reader e acabando no estaminé que estão a ler. Por isso mesmo, quando, na semana passada, anunciaram o lançamento do Buzz fiquei bastante entusiasmado. A premissa parecia interessante: uam rede social dentro do mail. Isso chegou para me aguçar o apetite, mas o entusiasmo deu rapidamente lugar à desilusão e mesmo apreensão. Em bom português, há que dizer que o Buzz é uma merda.
Começa logo pelo interface. Não há qualquer tipo de organização, não há possibilidade de colocar as fotos num local separado, os posts amontoam-se uns em cima dos outros num caos absolutamente impossível de gerir. Depois, passa pela privacidade. Ou melhor, pela falta dela. A partir do momento em que tenho o Buzz aberto no meu perfil, qualquer pessoa pode aceder a tudo o que lá coloco. Qualquer pessoa. Até no Facebook, com todos os problemas que nós conhecemos, temos formas de fechar o que queremos mostrar apenas a familiares e amigos. Para terminar, não sei quem foi o génio que se lembrou que seria uma boa ideia despejar o conteúdo do Buzz no próprio GMail. Tudo o que eu postei no Buzz (ou melhor, nos serviços que associei ao Buzz, como aqui o estaminé ou o Twitter) foi colocado também na pasta sent mail. Ora, se é um post numa rede social não é seguramente um mail, e se o quero na rede social não o quero no mail.
Creio que o Buzz revela todos os problemas que a Google tem tido com o conceito de redes sociais. O Orkut teve sucesso apenas no Brasil e o Friend Connect foi um enorme falhanço; o Buzz terá a bóia do Gmail para o manter à tona, mas duvido que seja capaz de competir com o Facebook, pelo menos para já. Acredito que a Google esteja a experimentar a integração de diferentes plataformas, por forma a podermos, no futuro, aceder a toda a informação que nos interessa num só lugar; qualquer coisa do género, Gmail+Reader+Buzz+Wave. Se resolverem o problema da privacidade e perceberem que pode haver contactos e mensagens que eu quero num lado que não quero noutro, talvez possa ser uma boa solução.
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