12 maio 2010

Eco-arquitectura de Vincent Callebaut

Embora seja um leigo na matéria, sempre acreditei haver uma diferença entre arquitectura e desenhar um edifício. Casas e prédios nascem todos os dias em ateliers de arquitectos por todo o mundo, mas a verdadeira arquitectura acontece quando encontramos algo que é capaz de nos agarrar as entranhas e deixar fascinado tanto pela sua beleza como pelo seu aspecto prático. Um arquitecto digno desse nome é alguém que é capaz de nos encantar, de nos fazer sonhar, de nos fazer acreditar que um dia o mundo inteiro irá ser o local idílico que eles desenham.
Vincent Callebaut é um desses arquitectos. Os seus projectos (que podem ver aqui) são um exemplo de como a arquitectura nos deve levar em frente para um futuro mais verde, ecológico e sustentável. Estes projectos provavelmente nunca irão passar do papel, mas os conceitos e ideias por detrás deles deverão ser trabalhados como base da arquitectura do futuro. Todos eles são belos e práticos, auto-sustentáveis e aprazíveis, combinando muitas vezes lazer e trabalho, num ambiente verde, limpo e, acima de tudo, natural.





11 abril 2010

Postais, postais, postais

Apesar de ser um tremendo geek, tenho uma pequena paixão pelo correio tradicional. É estranho e não sei explicar porquê, mas gosto de receber cartas e mantive durante algo tempo, mesmo já na era do e-mail, contacto com alguns amigos através deste meio. Com o passar do tempo, e com a adopção de cada vez mais formas de comunicação via internet, o correio deixou de fazer sentido, mas recentemente descobri uma iniciativa que através, precisamente, da internet, reacendeu de alguma forma esse gostinho pelo correio. Chama-se Postcrossing e consiste numa premissa simples: troca aleatória de postais.
Registamo-nos, pedimos uma morada e enviamos um postal para um pessoa que pode morar a 100 ou a 10000 kms de distância. Just like that. Depois de recebido, a nossa morada passa a estar disponível para um outro user nos enviar um postal, que recebemos sem que haja qualquer aviso prévio. Acordamos um dia de manhã e temos um postal de Cuba ou da Nova Zelândia na caixa do correio. Ainda não me aconteceu, mas pode estar para breve. Aconselho vivamente a todos os que tenham um fraquinho por correio tradicional a darem uma olhadela aqui. De referir que este projecto foi criado por um português cujo objectivo era a troca de postais dentro de nosso jardim à beira-mar plantado, mas que acabou por alargar as fronteiras do mesmo face ao seu sucesso. Em Março passou-se a incrível barreira de 4 milhões de postais trocados. Nada mal... :)


30 março 2010

Um fotógrafo amador a 35 km de altitude

Robert Harrison é um entusiasta espacial com muito talento e imaginação. Com um orçamento ligeiramente superior a 500 euros, ele colocou uma câmara digital (usada, comprada no eBay) num balão metereológico, ligou-a a um micro computador e juntou-lhes um pára-quedas e um localizador GPS para recuperar a câmara. O resultado podem vê-lo abaixo e no Flickr.






16 março 2010

I'm gonna burn in hell!

If liking Stephen Lynch's music won't get me to hell, then NOTHING will! (thanks for the one way ticket, Ulla)



15 março 2010

Curioso paradoxo




Curiosas as cambalhotas desta vida. Ainda não há muito tempo alarmava-se o PSD pela falta de liberdade de expressão e pela censura exercida pelo Governo e seus compinchas. Isto vindo de um partido cuja líder havia dito que gostava de suspender a democracia por 6 meses já era algo de paradoxal, mas o que sucedeu este fim-de-semana no congresso do PSD destrói por completo a legitimidade dos sociais-democratas em lutar pela "perdida" liberdade de expressão. Confesso que ainda estou perplexo não apenas pela ideia em si mas pela unanimidade que gerou na cúpula do partido (contra a mesma :o). Por estas e por outras é que sondagem após sondagem o PS volta a ganhar terreno ao maior partido da oposição. Pela sua representatividade e por ser um dos dois únicos partidos capazes de formar governo, o PSD e os seus dirigentes deveriam ter um pouco mais de bom senso na gestão da sua casa. Como é que poderei confiar num governo formado por pessoas que acham que é perfeitamente legítimo calar os seus apoiantes? Que garantias terei eu que chegados ao poder não tentarão fazer o mesmo à população em geral? Mais: se não são capazes de se governar por forma a manter os seus próprios militantes satisfeitos e afastarem as suas críticas, como poderão serem capazes de governar o país? Não seria mais proveitoso ouvir as críticas dos militantes e tentar perceber o que está mal no partido?


Foto por zone41

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