Registamo-nos, pedimos uma morada e enviamos um postal para um pessoa que pode morar a 100 ou a 10000 kms de distância. Just like that. Depois de recebido, a nossa morada passa a estar disponível para um outro user nos enviar um postal, que recebemos sem que haja qualquer aviso prévio. Acordamos um dia de manhã e temos um postal de Cuba ou da Nova Zelândia na caixa do correio. Ainda não me aconteceu, mas pode estar para breve. Aconselho vivamente a todos os que tenham um fraquinho por correio tradicional a darem uma olhadela aqui. De referir que este projecto foi criado por um português cujo objectivo era a troca de postais dentro de nosso jardim à beira-mar plantado, mas que acabou por alargar as fronteiras do mesmo face ao seu sucesso. Em Março passou-se a incrível barreira de 4 milhões de postais trocados. Nada mal... :)
11 abril 2010
Postais, postais, postais
Apesar de ser um tremendo geek, tenho uma pequena paixão pelo correio tradicional. É estranho e não sei explicar porquê, mas gosto de receber cartas e mantive durante algo tempo, mesmo já na era do e-mail, contacto com alguns amigos através deste meio. Com o passar do tempo, e com a adopção de cada vez mais formas de comunicação via internet, o correio deixou de fazer sentido, mas recentemente descobri uma iniciativa que através, precisamente, da internet, reacendeu de alguma forma esse gostinho pelo correio. Chama-se Postcrossing e consiste numa premissa simples: troca aleatória de postais.
30 março 2010
Um fotógrafo amador a 35 km de altitude
Robert Harrison é um entusiasta espacial com muito talento e imaginação. Com um orçamento ligeiramente superior a 500 euros, ele colocou uma câmara digital (usada, comprada no eBay) num balão metereológico, ligou-a a um micro computador e juntou-lhes um pára-quedas e um localizador GPS para recuperar a câmara. O resultado podem vê-lo abaixo e no Flickr.
16 março 2010
I'm gonna burn in hell!
If liking Stephen Lynch's music won't get me to hell, then NOTHING will! (thanks for the one way ticket, Ulla)
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rir é o melhor remédio
15 março 2010
Curioso paradoxo
Foto por zone41
25 fevereiro 2010
A doença e a cura
Já há muito que a palavra tuberculose foi riscada do nosso imaginário colectivo como uma doença real e efectivamente perigosa. O facto da doença ter desaparecido tanto do nosso imaginário como dos cabeçalhos dos jornais é algo que não consigo explicar, especialmente tendo em conta a histeria que rodeou outras doenças que na consciência colectiva das sociedades ocidentais são muito mais perigosas. O ano passado meio mundo saiu à rua com máscaras a tapar a boca com medo da nova gripe, uma doença que matou cerca de 15 mil pessoas em 2009. É alarmante, claro, mas é um número totalmente pulverizado pelas vítimas anuais da tuberculose: nada mais nada menos do que 1.77 milhões. Sim, leram bem, 1.77 MILHÕES.Tendo em conta a disparidade dos números parece de facto algo patética a nossa reacção ao H1N1, mas o que mais me alarma é a razão pela qual tanto se fala numa e se fala tão pouco noutra. Podem dizer-me que o número de vítimas do mundo ocidental não é muito significativo, o que posso aceitar, mas há outro número que me chama a atenção: o tratamento para a estirpe mais vulgar da doença (que afecta mais de metade das pessoas que a contraem) custa 11 dólares. O tratamento inteiro. Imagino que estes medicamentos não constituem uma fatia significativa dos lucros anuais das companhias farmacêuticas, ao contrário de medicamentos para novos vírus como o H1N1. Eu sei que estou a soar a conspiracy theory, mas a forma de actuação destas empresas em África leva-me a desconfiar fortemente dos seus padrões éticos.
O facto da doença estar a evoluir, tornando-se cada vez mais resistente aos tratamentos convencionais, e estar a tornar-se cada vez mais comum nos países da Europa Ocidental, não contribui em nada para acalmar os meus receios quanto à indústria farmacêutica. Espero que o que acabei de escrever não passe de um delírio da minha fértil imaginação alimentada a cafeína (o que é o mais certo - demasiados X Files podem ter consequências nefastas) mas duvido que esta doença possa ser considerada, nos tempos mais próximos, como totalmente erradicada (como chegou a pensar-se nos anos 60). Quem quiser ler mais sobre a evolução da doença nos tempos recentes tem este artigo do EUObserver. É longo, mas vale a pena.
Foto do álbum de Leander Pretorius no Flickr.
Foto do álbum de Leander Pretorius no Flickr.
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sic transit gloria mundi
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