16 setembro 2009
a normalidade (possível)
aos poucos, a vida vai regressando ao normal, seja lá isso o que for. com a minha pequena de volta a casa e ao trabalho (embora ainda em doses pequenas, 4/5 horas por dia) a nossa vida começa aos poucos a regressar à rotina de antes; e não é que até sabe bem?... depois de um verão com demasiadas emoções, marcado pela imprevisibilidade e por um constante ping pong, voltar ao ritmo casa-trabalho-casa é, de facto, um alívio. mas, ainda mais do que isso, saber que a minha princesa caminha a passos largos (ainda não literalmente, mas lá chegará) para a sua recuperação total dá-me a sensação de caminhar nas nuvens...
08 setembro 2009
estátuas macedónias iv
a cidade branca
ontem passei o dia em belgrado (em sérvio beograd, a cidade branca) aproveitando a necessidade de renovar o meu passaporte (em skopje não sequer consulado...). como o tempo disponível não era muito (e o diabo da máquina dos dados biométricos não ajudou nadinha...) não deu para ver muito, mas houve algo que me ficou na retina: a existência, ainda hoje, dez anos depois dos bombardeamentos da nato, de edifícios semi-destruídos, mesmo no centro da cidade. as fotos mais abaixo, por exemplo, são de dois edifícios que ficam em frente ao ministério dos negócios estrangeiros. é estranho dizer isto com todas as imagens de destruição e violência que regularmente vemos na televisão, mas foi a primeira vez que vi um edifício destruído por uma bomba ao vivo. são coisas que a nós, privilegiados cidadãos da europa ocidental, nem nos passam pela cabeça. não admira que muitos sérvios franzam o sobrolho à união europeia e aos diplomatas ocidentais, quando os escombros da guerra ainda se encontram espalhados pela cidade. são como fantasmas que teimam em pôr o dedo nas feridas de um país que é apenas uma sombra do seu passado, dilacerado por ódios e rancores acumulados durantes séculos...










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viagens pelos meus balcãs
04 setembro 2009
"paint drop sculptures" by chris dorosz
The ‘paint drop’ sculptures develop the idea of the ‘staple paintings’ further by trapping fallen paint drops in a grid work of clear vertical rods. Through the viewer’s movements in aligning and de-aligning these pixel-like paint drops, full body portrait forms emerge and vanish. By placing my subjects in a form of ‘stasis’ through the medium I mean not only to protect them for a little while, but alternately to underscore the tenuous nature of human physicality where any moment life as we know it might just collapse into a pool of droplets or drift upwards into the atmosphere.
mais informação sobre o autor aqui.
03 setembro 2009
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